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Com quase mil contratos, Fifa já não tem como, na prática, tirar Copa do Brasil

11/03/2012 - A Fifa e seus parceiros já somam 921 contratos assinados referentes aos direitos comerciais da Copa de 2014. Significam, na prática, que o Mundial será no Brasil mesmo que os conflitos entre a entidade máxima do futebol e governo recrudesçam. É um voo sem volta para a Fifa. A entidade máxima do futebol tem, de fato, o direito de romper o contrato com o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e retirar o evento do Brasil a qualquer momento. Um dos argumentos de quebra de acordo poderia ser a não aprovação da Lei Geral da Copa até junho de 2012.
Mas todos os outros acordos comerciais do evento têm cláusulas e multas por cancelamento ou alterações das condições acertadas. Entre elas, a de que o evento ocorrerá em território brasileiro. Caso quisesse mudar a sede, a Fifa e seus parceiros teriam de renegociar ou romper cada um dos contratos. Os compromissos assinados referem-se a direitos de televisão, internet e rádio, propriedades de marketing, vendas de pacotes de turismo com ingressos e hotelaria. Há também os acordos do COL com as 12 cidades-sedes, que poderiam ser rompidos como extensão de uma eventual rescisão com o país. Mas, em todas essas cidades, há contratos assinados por hotéis com a Match Hospitality, empresa que tem acordo comercial com a Fifa.
No total, são 766 acordos dessa empresa por acomodações. Nos documentos, a Match fica com os direitos sobre os quartos na Copa e pode revendê-los dentro de pacotes que incluem ingressos. "Esses contratos foram assinados quando o Brasil foi escolhido em 2007, então com as 19 cidades candidatas a sede", conta o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, Enrico Torquato. "Agora já foram até colocados os preços de cada diária". (Folha)

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